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IPASEAL SAÚDE

Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores do Estado de Alagoas
Segunda, 03 Dezembro 2018 14:28

Teste rápido de HIV: onde fazer e como funciona

Fontes: www.metropoles.com e www.brasil.gov.br

O Brasil conseguiu diminuir o número de mortes em decorrência da doença sexualmente transmissível. Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, a taxa de mortalidade passou de 5,7 a cada 100 mil habitantes, em 2014, para 4,8, em 2017.

Neste ano, o Brasil completa 30 anos de oferta do tratamento da doença por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Desde 2013, os medicamentos (antirretrovirais) podem ser acessados nas unidades de saúde pelos soropositivos independentemente da quantidade de vírus apresentada no corpo. 

Essa medida, somada à melhoria nas técnicas de diagnóstico e à disseminação de informações, foi determinante para a redução de mortes e a garantia de tratamento.

Diagnóstico, tratamento e prevenção

Existem várias formas de saber se a doença foi contraída. Uma das conquistas dos ativistas foi a redução do tempo de diagnóstico. Hoje, realizar o exame demora cerca de 30 minutos. É possível também fazer autotestes em farmácias privadas, que fornecem resultados em até 10 minutos. Porém, esse método não é aceito como base para um diagnóstico definitivo.

Na ONU

A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), pasta da Organização das Nações Unidas (ONU) para as Américas, divulgou nessa sexta (30/11), em Washington (EUA), que cerca de 500 mil pessoas têm o vírus HIV na América Latina e Caribe, mas não sabem.

Preocupada com essa realidade, a ONU divulgou vídeo de conscientização com o diretor-executivo do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids), Michel Sidibé, sobre os 30 anos de ativismo. Na gravação (veja abaixo), ele classifica o 1º de dezembro como “um dia para lembrar que milhões de pessoas perderam suas vidas porque não puderam ser alcançadas”.

A campanha movida pela Unaids neste ano tem como tema o teste sorológico. “É importante porque quando você recebe o resultado positivo, é possível fazer o tratamento. E se você for negativo, tem acesso à prevenção e ao conhecimento”, argumentou Sidibé.

Cerca de 135 mil pessoas estão infectadas com HIV no Brasil e não sabem. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2016, aproximadamente 840 mil pessoas viviam com o vírus. Desse total, 694 mil estavam diagnosticadas; sendo que 498 mil já haviam iniciado o tratamento. 

Proporcionalmente, o número de brasileiros diagnosticados aumentou em 18% em 4 anos, passando de 71%, em 2012, para 84%, em 2016. Apesar desse aumento, o Governo do Brasil tem reforçado iniciativas para garantir o diagnóstico e o acesso ao tratamento contra o vírus.

Neste ano, por exemplo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) registrou o primeiro autoteste para tiragem do HIV e o País se tornou o primeiro da América Latina a disponibilizar o produto em farmácias. 

A Anvisa também registrou, nesta terça-feira (19), mais dois  testes de farmácia para HIV que detectam o vírus por meio do fluido oral. O resultado sai em 20 minutos, mas só é possível detectar o vírus se o contágio tiver ocorrido há mais de três meses.

Onde o teste é realizado?

O exame do HIV é feito a partir da coleta de sangue. O exame de sangue solicitado com esse fim específico, o anti-HIV, detecta os anticorpos produzidos contra o vírus. Quando o exame de sangue anti-HIV é positivo, há necessidade de realização de um outro tipo de exame a título de confirmação. Esse tipo de exame detecta a presença do RNA do vírus.

Outro exame disponível é o teste rápido de detecção do HIV realizado a partir de uma gota de sangue tirada do dedo da pessoa.

Outra opção atualmente disponível é o exame a partir do fluído oral da pessoa. Nesse exame, o/a profissional de saúde orienta a coleta da secreção do interior da boca da pessoa utilizando uma haste que deve ser friccionada na gengiva superior e inferior dos dentes.

Os testes rápidos (gota de sangue e fluído oral) é indicado em apenas algumas situações. O tempo para liberar o resultado em geral não excede os 30 minutos.

Todos eles são oferecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e pode ser realizado nas unidades de saúde do sistema.

Em quanto tempo sai o resultado?

A coleta de sangue realizada em laboratório segue o procedimento de um outro exame qualquer em que o sangue é retirado do braço da pessoa em menos de 5 minutos. O resultado do exame geralmente é liberado em 24 horas a depender do laboratório.

O que é feito após o resultado?

Quando a infecção é comprovada, o paciente recebe a orientação necessária e é encaminhado para um serviço de saúde, onde terá o acompanhamento adequado. Se for negativo, o médico reforça a importância da prevenção.

Quem deve fazer o teste?

A recomendação é que toda pessoa com vida sexual ativa realize o teste.

Quanto tempo esperar para realizar o teste após suspeita de infecção?

O Ministério da Saúde orienta que a pessoa espere entre 30 e 60 dias após a suspeita de exposição ao vírus para a realização do teste. Nesse intervalo de tempo, ocorre a produção de anticorpos anti-HIV no sangue, que confirma a infecção.