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06/02/2018 - 15h15m

Alzheimer: quais os sinais e como evitar o avanço da doença?

A primeira dica é clássica: ter hábitos saudáveis. De acordo com um estudo, uma alimentação rica em folhas verdes, por exemplo, pode retardar em quase dez anos a perda de memória

Alzheimer: quais os sinais e como evitar o avanço da doença?

Fonte: https://g1.globo.com/bemestar/

Milhares de famílias no Brasil convivem com o Alzheimer, mas quais os primeiros sinais? Qualquer esquecimento já é um sintoma? O neurologista Andre Palmini e o cardiologista e geriatra Roberto Miranda falaram sobre o assunto no Bem Estar desta terça-feira (6) e também explicaram porque alguns idosos conseguem ter uma super memória.

Segundo o neurologista, é possível reduzir os riscos e danos que a doença provoca conforme vai avançando. A primeira dica é clássica: ter hábitos saudáveis. 

De acordo com um estudo, uma alimentação rica em folhas verdes, por exemplo, pode retardar em quase dez anos a perda de memória. Já a atividade física aumenta a formação de um tipo de proteína que ajuda a fazer as conexões entre um neurônio e outro, aumentando a capacidade das conexões e, consequentemente, da memória.

Uma pessoa que leu muito ao longo da vida, teve muitos amigos, teve uma vida ativa também na idade avançada, comeu bastante folhas verdes, não tem diabetes, depressão, tem grandes chances de ter uma memória boa e risco mais baixo de ter Alzheimer. Mesmo que a doença apareça, ela demora mais para evoluir.

A perda de memória nos idosos faz parte do envelhecimento fisiológico. Nem todo problema de memória tem relação com Alzheimer. Segundo o cardiologista e geriatra, o idoso está mais desligado, tem menos obrigações, se cobra menos e isso exige pouco do cérebro.

Os especialistas explicam que é preciso diferenciar os tipos de alteração de memória e buscar ajuda médica assim que perceber algo errado.

Tipo 1: não resgatar – à medida que a idade avança, o cérebro torna-se mais lento para a busca. Este tipo de queixa é muito comum em idosos. Essa queixa não sinaliza o início de Alzheimer.

Tipo 2: não retomar – dificuldade para manter uma memória ‘pausada’ por curtos espaços de tempo, enquanto muda-se o foco da atenção. Também não é um tipo de perda de memória que esteja ligada ao início de Alzheimer. 

Tipo 3: não registrar – dificuldade para formar novas memórias. Esse tipo de perda deve ser investigado. 

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5 fatos sobre o Alzheimer que todo mundo precisa conhecer

Fonte: saude.abril.com.br

Essa doença é cercada de particularidades e desafios. Conheça alguns

A doença de Alzheimer acomete sobretudo os idosos, é incurável e se agrava com o tempo. O principal sintoma desse declínio cognitivo é a perda progressiva da memória. Mas essa doença, cheia de particularidades, vai além disso. Destacamos alguns pontos importantes que todo mundo deveria saber. Confira:

1 – Ela é cada vez mais comum

Quase 50 milhões de indivíduos ao redor do mundo têm Alzheimer. E as projeções esboçam um aumento exponencial: em 2030, 75 milhões serão afetados pela doença, quantidade que deve pular para 135 milhões em 2050. Há uma explicação clara para essa provável guinada: o aumento da expectativa de vida.

2 – Os médicos ainda não conhecem muito bem sua origem
Os cientistas ainda não chegaram a um consenso sobre os motivos que causam o declínio cognitivo. Eles sabem que há um aumento de uma proteína chamada beta-amiloide nas redondezas dos neurônios, que gera placas capazes de destruir as conexões entre as células. Outra causa conhecida tem a ver com uma proteína, chamada Tau, que forma novelos prejudiciais aos neurônios. Ninguém desvendou, porém, quais fatores desencadeiam esse processo.

3 – A maioria dos medicamentos falha

Segundo um levantamento da Clínica Cleveland, nos Estados Unidos, 99% das drogas testadas entre 2002 e 2012 contra esse tipo de demência não trouxeram qualquer resultado positivo. E isso tem tudo a ver com o tópico anterior, já que os especialistas não sabem o que atacar exatamente. Outro motivo para a falta de remédios eficazes é que, nos estágios graves, por mais que se retire a proteína que embaralha a memória, as células nervosas já morreram — e não há como reverter a situação. O diagnóstico geralmente é tardio, dificultando a eficácia dos tratamentos que retardam a progressão da doença.

4 – Não é só a memória que sofre

Estudiosos da Universidade de São Paulo, em Ribeirão Preto, recrutaram 130 voluntários — uma parcela com a enfermidade e outra sem quaisquer problemas. Todos experimentaram tiras alimentícias (uma espécie de papel com sabores diversos). Ao final do teste, 26% dos sujeitos com o quadro moderado não sentiram o gosto direito, ante 3% dos que possuíam o cérebro intacto. E não é só o paladar que sai perdendo quando o Alzheimer ganha terreno. Cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) constataram que a proteína beta-amiloide também provoca transtornos depressivos. Linguagem, atenção e orientação espacial também são abaladas. 

5 – Tem como prevenir

Apesar desse mal não ter cura, algumas medidas simples ajudam – e muito – a preveni-lo.

Mexa o corpo: pesquisadores das universidades da Califórnia e de Pittsburgh, ambas nos Estados Unidos, descobriram que quem se exercita mais tem um cérebro maior, sobretudo em áreas associadas à memória e ao Alzheimer, a exemplo do hipocampo. Os experts calcularam que o risco de desenvolver a doença caiu pela metade nesse pessoal.

Mexa também a cabeça: quanto mais exercitar o cérebro, melhor. Desafie o raciocínio com leituras, cursos, jogos de videogame… A inatividade cognitiva aumenta em 19% o risco de ter Alzheimer.

Controle o peso:  Manter-se em forma evita danos às artérias que, com o passar dos anos, boicotam as atividades neuronais. Nesse sentido, também é crucial controlar colesterol, pressão e diabete.

Alimentação: Uma dieta rica em peixes, azeite de oliva, vegetais e castanhas resguarda os neurônios. Frutas vermelhas são outra ótima pedida.

 

 

 


 

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