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02/05/2018 - 11h11m

O que é a Gripe H1N1, sintomas, prevenção e transmissão

Saiba reconhecer os sinais para procurar tratamento adequado.

O que é a Gripe H1N1, sintomas, prevenção e transmissão

Fonte: claudia.abril.com.br/saude e  minutosaudavel.com.br

A gripe H1N1 consiste em uma doença causada por uma mutação do vírus da gripe. Também conhecida como gripe Influenza tipo A ou gripe suína, ela se tornou conhecida quando afetou grande parte da população mundial entre 2009 e 2010.

Com a chegada da temporada de frio, alguns casos de H1N1 começam a ser identificados no Brasil. A vacina, no entanto, demora até 10 dias para fazer efeito. Saiba mais sobre como identificar a doença e se proteger: 

Afinal, o que é H1N1?

Trata-se de um subtipo do ​​vírus influenza A e é resultado da combinação de segmentos genéticos do vírus da gripe aviária, do vírus da gripe suína e do vírus humano da gripe. Segundo a Doutora em Medicina pela USP, Denise Lellis, “o contágio se dá pelo contato com microgotículas de se secreções respiratórias, partículas de saliva, tosse ou espirro de pessoas contaminadas”. 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), também é possível a transmissão pelo contato com superfícies contaminadas – como objetos de uso pessoal, louças, talheres etc. 

Quais são os sintomas de H1N1?

Os sintomas são semelhantes aos da gripe comum, mas com alguns detalhes específicos. Nota-se também febre repentina e alta (acima de 38°C), dor de garganta, dor de cabeça, dores musculares, dores nas articulações, coriza e falta de apetite. Sintomas respiratórios, como tosse, também são percebidos. Dependendo do caso, o paciente pode ter ainda diarreia e vômitos. 

Durante o socorro, é recomendado que os pacientes que apresentarem tais sintomas recebam máscara cirúrgica para evitar a transmissão do vírus. Pede-se também que a proteção do nariz e da boca durante tosses e espirros seja feita com o antebraço – e não com as mãos, como é de costume. 

Os adultos podem transmitir a doença por um período de sete dias após o aparecimento dos sintomas. Nas crianças contaminadas, este período vai de dois dias antes até 14 dias após aparecerem os sintomas.  

Vacinação

As vacinas

“A vacina trivalente compreende duas cepas do vírus Influenza A e uma cepa do vírus Influenza B. A tetravalente contempla duas cepas de Influenza A e duas de Influenza B. A cepa para H1N1 está presente nas duas vacinas”, segundo informa a cartilha elaborada pelo Hospital Albert Einstein, em São Paulo. 

A imunização pode ser feita em crianças acima de 6 meses de idade. A vacina quadrivalente é indicada para maiores de 3 anos. Todas as crianças abaixo de nove anos de idade, que estejam tomando a vacina para Influenza A H1N1 pela primeira vez, devem receber duas doses com um mês de intervalo. 

Quem não pode tomar a vacina contra H1N1?

Pessoas com doença febril aguda, com doença neurológica em atividade ou aquelas com antecedentes de alergia intensa a componentes do ovo, ao timerosal e à neomicina. 

Quem está grávida pode tomar vacina contra H1N1?

Sim. Segundo a orientação do Ministério da Saúde, publicada em nota técnica, que descreve a estratégia de vacinação contra o vírus Influenza A (H1N1), as gestantes, por constituírem um grupo de alto risco para complicações graves, devem ser vacinadas. Antes, procure o seu obstetra. Lactantes também podem tomar.

Quais são os grupos de risco da Gripe H1N1?

A presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Isabella Ballalai, afirma que as pessoas que geralmente vão a óbito são as que tem riscos especiais. “As crianças menores de dois anos, por exemplo, têm alto risco de hospitalização, mas nem tanto risco para óbito. As que estão na faixa etária entre dois e cinco anos não têm tanto risco de serem hospitalizadas ou de morrer, mas têm risco para adoecer de formas mais complexas.”.

As pessoas que compõem esse grupo seleto são as seguintes:

Pessoas a partir de 60 anos;

Grávidas a partir de 12 semanas;

Mães com até 45 dias pós-parto;

Crianças de 6 meses a 5 anos;

Portadores de doenças crônicas não transmissíveis;

Trabalhadores da saúde;

População indígena;

Portadores de doenças que aumentam o risco de complicações em decorrência da influenza

Pessoas privadas de liberdade.

A esse grupo seleto, o sistema público e privado de saúde oferecem a vacina de prevenção contra a Gripe H1N1. 

Quais os sintomas da Gripe H1N1? 

Como já dissemos, os sintomas desse tipo de gripe são muito parecidos com os da gripe comum. Dentre os sintomas, podemos destacar os mais conhecidos nossos, como: 

Febre acima dos 38 ºC;

Dores no corpo;

Dores de garganta e de cabeça;

Tosse seca;

Espirros;

Calafrios;

Fadiga ou cansaço.

Além desses sintomas, é possível, ainda, que também ocorra diarreia e vômito na pessoa infectada, mas esses não são tão recorrentes quanto os acima relatados.

A recomendação é que, ao constatar a frequência desses sintomas, ou pelo menos de alguns deles, você procure ajuda médica para se submeter a um exame clínico e, assim, ter certeza do diagnóstico.

Em qual especialista devo ir ao suspeitar que estou com a Gripe H1N1?

Diante de uma doença grave como essa, é normal termos dúvida a qual especialista recorrer. Em suma, há 3 tipos de especialistas a quem você pode ir:

Clínico Geral

Esse profissional tem a responsabilidade de tratar da sua saúde, independente de qual área seja o problema. O clínico geral estuda o corpo e a saúde humana, portanto, saberá indicar o que for melhor para você, seja um remédio ou outro profissional ao qual recorrer.

Infectologista

Profissional que estuda as diversas infecções causadas por patógenos, como bactérias, vírus, fungos e outros. Como a Gripe H1N1 é transmitida pelo vírus Influenza A H1N1, o infectologista saberá diagnosticar precisamente se os seus sintomas correspondem a doença.

Pneumologista

Especialista em pneumologia, isto é, doenças de vias aéreas inferiores, o pneumologista poderá te auxiliar no diagnóstico e na prescrição de medicamentos que você possa vir a tomar. 

Pandemia

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), ao todo 207 países e demais territórios notificaram casos confirmados de gripe H1N1 entre 2009 e 2010, quando houve a pandemia da doença. Durante este período, foram quase nove mil mortos em decorrência da gripe H1N1. 

O surto começou no México, onde uma doença respiratória alastrou-se pela população e chegou rapidamente aos Estados Unidos, Canadá e, depois, para o restante do mundo – graças às viagens aéreas. 

Surto 2016

Em 2016 a gripe H1N1 chegou mais cedo ao Brasil. Em março de 2016 o número de casos só no estado de São Paulo superou a quantidade de pessoas doentes em 2015 em todo o país. São 260 casos no Estado até março de 2016, contra 141 no Brasil no ano anterior. 

Normalmente a gripe H1N1, assim como os outros tipos de gripe, são bem mais comuns no inverno, mas o surto desta vez começou no verão. Acredita-se que o grande fluxo de pessoas vindas de regiões frias, como Estados Unidos, Canadá e Europa. 

Causas

As primeiras formas do vírus H1N1 foram descobertas em porcos, mas as mutações conseguintes o tornaram uma ameaça também aos seres humanos. Como todo vírus considerado novo, para o qual não costumam existir métodos preventivos, o vírus mutante da gripe H1N1 espalhou-se rapidamente pelo mundo. 

A transmissão ocorre da mesma forma que a gripe comum, ou seja, por meio de secreções respiratórias, como gotículas de saliva, tosse ou espirro, principalmente. Após ser infectada pelo vírus, uma pessoa pode demorar de um a quatro dias para começar a apresentar os sintomas da doença. Da mesma forma, pode demorar de um a sete dias para ser capaz de transmiti-lo a outras pessoas.

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