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06/08/2018 - 12h20m

O que é Taquicardia ventricular?

Taquicardias ventriculares são mais comuns em corações que sofreram alguma alteração estrutural (doenças que causaram dano ao músculo ou cirurgia cardíaca prévia).

O que é Taquicardia ventricular?

Fonte: www.minhavida.com.br

Taquicardia ventricular é uma arritmia que ocorre em um dos ventrículos do coração. Para entender melhor, o coração é dividido em quatro áreas, denominadas câmaras. Dois átrios (que recebem sangue do corpo) e dois ventrículos (mais musculosos). Estes últimos devem empurrar o sangue através dos pulmões, no lado direito e através do corpo todo, no lado esquerdo.

As arritmias ventriculares são aquelas que nascem nos ventrículos. Cada batimento nascido no ventrículo é chamado extrassístole ventricular. Quando três ou mais extrassístoles aparecem em sequência, com frequência maior que 100 batimentos por minuto, chama-se taquicardia ventricular.

Tipos

A taquicardia ventricular pode ser de tipos variados:

·         Monomórficas: quando apresentam origem no mesmo lugar do ventrículo

·         Polimórficas: quando tem varias origens

·         Instáveis: quando fazem a pressão cair muito, colocando em risco imediato a vida da pessoa

·         Estáveis: quando não altera a pressão arterial, nível de consciência ou falta de ar.

Uma forma mais prática de dividir as arritmias são quando ocorrem em pessoas com coração normal ou com alguma cardiopatia estrutural.

Causas

A taquicardia ventricular pode acontecer em decorrência de:

·         Alguma lesão do miocárdio, seja ela discreta ou evidente

·         Um episódio prévio de miocardite (inflamação do miocárdio)

·         Infarto agudo do miocárdio

·         Cardiopatia alcóolica

·         Doença de chagas.

Outros problemas que causam taquicardias são genéticos, como a síndrome de Brugada ou na miocardiopatia hipertrófica ou então não tem causa identificável.

Pessoas com doença estrutural (Alteração no ecocardiograma ou ressonância magnética) têm um quadro de maior risco e devem ter acompanhamento mais de perto.

Fatores de risco

Taquicardias ventriculares são mais comuns em corações que sofreram alguma alteração estrutural (doenças que causaram dano ao músculo ou cirurgia cardíaca prévia).

Os fatores de risco são semelhantes aos que causam infarto, insuficiência cardíaca e doença valvular cardíaca.

Outros causadores são:

·         Uso de estimulantes

·         Alguns tipos de distrofia muscular

·         Amiloidose

·         Sarcoidose

·         Doença de chagas (quando existe comprometimento cardíaco).

Pacientes portadores de outras alterações menos evidentes, em que membros da família tiveram morte súbita em idade jovem, apresentam maior risco de taquicardias ventriculares e devem ser avaliados.

Sintomas de Taquicardia ventricular

A maioria dos pacientes se queixa de palpitações, batimentos rápidos ou irregulares no peito, acompanhados ou não de tonturas e fraqueza. Quando as arritmias ventriculares são extrassístoles, a pessoa pode não notar e apresentar o quadro clínico já com dilatação do coração e insuficiência cardíaca.

Os sintomas mais graves são:

·         Síncope (desmaio)

·         Pré-síncope

·         Morte súbita abortada

Buscando ajuda médica

O sintoma que mais chama a atenção é aquele que sugere que o fluxo para o cérebro está reduzido. Assim, síncope (desmaios), pré-síncope, angina, em especial quando acompanhados por palpitações ou aceleração do coração sugerem que a arritmia pode ser rápida demais para o corpo aguentar. E isso coloca a pessoa em risco de vida.

Diagnóstico de Taquicardia ventricular

As taquicardias ventriculares podem ser observadas em exames que documentam o ritmo elétrico do coração. São eles:

·         Eletrocardiograma: registra o ritmo do coração naquele momento. Se a pessoa estiver com arritmias nos 30 segundos onde é feito o exame, é perfeito para o diagnóstico

·         Holter: serve como um eletrocardiograma, feito por um aparelho que a pessoa carrega como um celular com fios conectados ao corpo. O tempo de registro pode durar de 24h a até 7 dias. No final do exame as arritmias são quantificadas (se existirem). É muito importante que a pessoa anote o que fez durante o período de monitorização para quem laudar o exame correlacionar com o que a pessoa estiver sentindo

·         Ecocardiograma: para ver o formato do coração e risco de vida trazido pela arritmia. Arritmias ventriculares com baixa fração de ejeção (uma medida da força com que o coração contrai) têm um tratamento diferente daqueles onde o ecocardiograma é normal

·         Estudo eletrofisiológico invasivo: um procedimento onde fios de metal (catéteres) vão até o coração e testam a possibilidade da indução das arritmias em um ambiente controlado. Serve tanto para diagnóstico como para tratamento. A Ablação, procedimento complementar ao estudo, permite que através dos mesmos catéteres a região doente do coração seja cauterizada e a arritmia sanada, o que é possível na maioria dos casos.

 

 

 

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