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15/02/2018 - 11h10m

Saiba o que é Lúpus e como identificar a doença

É uma doença rara autoimune, na qual o sistema imunológico reage contra as células da própria pessoa, causando danos nos órgãos internos ou somente na pele.

Saiba o que é Lúpus e como identificar a doença

Fonte: http://www.sbd.org.br

O que é?

O lúpus eritematoso sistêmico (LES), conhecido popularmente apenas como lúpus é uma doença rara autoimune, ou seja, na qual o sistema imunológico reage contra as células da própria pessoa, causando danos que podem ser nos órgãos internos (rim, pulmão, coração, cérebro e articulações) ou somente na pele. 

Afeta mais as mulheres na fase menstrual, ou seja, aproximadamente entre os 15 e os 45 anos, mas também pode afetar homens, crianças e idosos. Suas origens são muitas, desde problemas hormonais como o excesso de estrogênio (que explica a forte relação com o sexo feminino), até o fator genético.

Trata-se de uma doença crônica em que é importante o tratamento contínuo e monitorização para avaliar a atividade da doença.  Como a pele é afetada em 80% dos pacientes, o médico dermatologista é frequentemente o responsável pelo diagnóstico. 

TIPOS

Existem três tipos de lúpus. Conheça:

Lúpus discoide

A inflamação é sempre limitada à pele. Este tipo pode ser identificado a partir do surgimento de lesões cutâneas avermelhadas que costumam aparecer no rosto, na nuca ou também no couro cabeludo.

Lúpus sistêmico

A inflamação ocorre no organismo, comprometendo vários órgãos ou sistemas do corpo não sendo restrito a pele. Algumas pessoas com lúpus discoide podem evoluir para a forma sistêmica. Os sintomas causados por este tipo da doença dependem do local da inflamação como rins, coração, pulmões e até ao sangue, além das lesões cutâneas e às articulações.

Lúpus induzido por drogas

Algumas drogas ou medicamentos podem provocar uma inflamação temporária enquanto do seu uso e provocar sintomas que são muito parecidos com os do lúpus sistêmico. As manifestações desaparecem com o parar do uso.

Sintomas

O lúpus pode se manifestar de formas diferentes, de acordo com o órgão afetado, e isso, às vezes, retarda seu diagnóstico.  Na pele, frequentemente se apresenta como sensibilidade ao sol, nas áreas expostas, como face, colo e braços. Manchas avermelhadas que podem descamar e deixar até cicatrizes são comuns. 

Em áreas com pelos, como o couro cabeludo, pode causar queda dos cabelos.  É comum haver dor nas articulações, mal-estar, perda de apetite e de peso.  Nos casos em que afetam órgãos internos, pode haver dor e dificuldade para respirar, redução do funcionamento dos rins, desmaios, convulsões e tromboses. Geralmente, o diagnóstico depende da comprovação da agressão ao órgão afetado pelo lúpus e de exames laboratoriais.

Tratamentos

Além da proteção solar rigorosa, as diferentes formas de lúpus demandam diferentes formas de tratamento. Praticamente todos os casos se beneficiam do uso de medicamentos antimaláricos (que tratam malária, mas também reduzem a inflamação no organismo), por longo período, que reduzem a inflamação da pele, articulação e rins.

O lúpus da pele pode ser tratado com cremes ou injeções locais com medicação que reduz a inflamação Formas pulmonares, renais e cerebrais de lúpus necessitam de outras drogas que reduzem a imunidade (imunossupressoras), e que, muitas vezes, requerem internação hospitalar ou infusões diretamente na veia.  Uma equipe multidisciplinar com reumatologistas, neurologistas, nefrologistas e pneumologistas pode ser necessária.

Prevenção

Como a doença ocorre por predisposição genética, não há medidas específicas que previnam seu surgimento.  Porém, o diagnóstico e início do tratamento  precoces levam a menor dano no organismo. Pacientes diagnosticados com lúpus devem se proteger do sol com atitudes que minimizem sua exposição no dia a dia e no trabalho, além do uso de filtro solar diariamente.  A exposição solar pode levar à atividade da doença.

O cigarro (fumar ou conviver com fumantes) deve ser evitado por pacientes com lúpus, pois aumenta a atividade da doença e reduz a eficácia dos tratamentos. Gravidez pode levar à piora do lúpus em metade das pacientes, além de oferecer risco de aborto.  Portanto, até que a doença esteja adequadamente controlada, a gravidez deve ser adiada.

Nas formas de lúpus que afetam apenas a pele, o prognóstico é excelente, com controle completo da doença. Finalmente, os pacientes com lúpus devem fazer seguimento médico, mesmo se estiverem sem sintomas. A doença tem caráter crônico e pode retornar de forma silenciosa.

 

 

 

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