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01/02/2017 - 12h49m

Você conhece a Síndrome de Burnout ?

Sintomas do Burnout são parecidos com os da depressão, mas desencadeados pelo trabalho

Você conhece a Síndrome de Burnout ?

Fonte: www.drauziovarella.com.br

 e  www.g1.globo.com/bemestar

 

Mais de 70% dos trabalhadores brasileiros sofrem algum tipo de sequela do estresse. Em cada 100 milhões de pessoas, a Síndrome de Burnout atinge 32%. No ranking, o Brasil só perde para o Japão. 

Motivos para se sentir pressionado no trabalho não faltam: volume de trabalho, pressão por resultados, corte de gastos, insegurança no trabalho, relação com o chefe, dificuldades ou pressão na vida pessoal e relacionamento com os colegas. 

A ansiedade é uma resposta normal de todas as pessoas. É um sinal do corpo indicando que ele está preparado para correr ou lutar. Algumas alterações físicas bem perceptíveis são o aumento da frequência cardíaca e da respiração e o aumento da tensão e irrigação sanguínea na musculatura. O problema aparece quando esse quadro, que deve ser esporádico, se torna constante. 

O cansaço pode ser classificado em 4 níveis: cansaço normal, cansaço frequente ou muito prolongado, fadiga permanente e exaustão e Burnout, quando a pessoa é incapaz de lembrar quando foi a última vez que não teve dor de cabeça ou dormiu bem. 

Pacientes com a Síndrome de Burnout não conseguem parar de pensar nas tarefas, mas se sentem irritados com suas funções e os colegas. A depressão é caracterizada por tristeza e desânimo nos mais diversos aspectos da vida. Em geral, a culpa das pessoas deprimidas advém da falta de forças para realizar as tarefas cotidianas. 

As três características da Síndrome de Bournout são:

- Exaustão física e mental: sensação de que a pessoa foi além do seu limite. Ela se sente desprovida de recursos físicos e emocionais para sair da situação;

- Cinismo e ceticismo: falta de empatia pelos colegas de trabalho e descrença na existência da própria crise pessoal;

- Baixa realização profissional, acompanhado de um sentimento de culpa pela baixa produtividade. A pessoa se sente incompetente e tenta compensar, trabalhando mais.

Para combater o estresse e prevenir o aparecimento da Síndrome de Burnout é muito importante ter prazer no trabalho. Isso pode vir com o reconhecimento, ainda que pequeno nas tarefas simples, realização e até dinheiro.

Como prevenção, Dra. Ana Maria lembra que os períodos de descanso de qualquer trabalhador precisam ser tanto físicos quanto cognitivos: não adianta a pessoa ficar pensando durante o fim de semana no relatório que não entregou, na resposta que estava esperando, etc. Se não for assim, esse afastamento pode causar uma ansiedade que alimenta ainda mais o estresse.

Para combater os efeitos do estresse no organismo, Dr. Daniel dá 3 dicas: prática regular de exercício físico, sono adequado e meditação.

O exercício estimula a produção de endorfina, que traz uma sensação de relaxamento. Além disso, o ganho de massa muscular ajuda na retirada da corrente sanguínea de algumas proteínas relacionadas ao estresse. E quem se mantém ativo diminui o estado inflamatório do organismo. Já a meditação, ajuda com o foco e afasta a procrastinação e outras potenciais interrupções.

Mas quando a síndrome já está instalada, o tratamento aliado aos antidepressivos é fundamental, além do afastamento do ambiente de trabalho.

Diagnóstico

O diagnóstico leva em conta o levantamento da história do paciente e seu envolvimento e realização pessoal no trabalho.

Respostas psicométricas a questionário baseado na Escala Likert também ajudam a estabelecer o diagnóstico.

Tratamento

O tratamento inclui o uso de antidepressivos e psicoterapia. Atividade física regular e exercícios de relaxamento também ajudam a controlar os sintomas.

Recomendações

* Não use a falta de tempo como desculpa para não praticar exercícios físicos e não desfrutar momentos de descontração e lazer. Mudanças no estilo de vida podem ser a melhor forma de prevenir ou tratar a síndrome de burnout;

* Conscientize-se de que o consumo de álcool e de outras drogas para afastar as crises de ansiedade e depressão não é um bom remédio para resolver o problema; 

* Avalie quanto as condições de trabalho estão interferindo em sua qualidade de vida e prejudicando sua saúde física e mental. Avalie também a possibilidade de propor nova dinâmica para as atividades diárias e objetivos profissionais.

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