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09/05/2018 - 10h47m

Você sabe qual é a diferença entre intolerância e alergia alimentar?

Os dois problemas podem ser difíceis de identificar, pois muitas vezes geram sintomas leves, que se confundem com mal-estar ou outras doenças (de pele, por exemplo)

Você sabe qual é a diferença entre intolerância e alergia alimentar?

Fonte: vivabem.uol.com.br

Você deve conhecer alguém que evita bons queijos por não querer nem chegar perto de lactose. Ou já ouviu falar de pessoas que sempre se sentem mal ao comer determinado alimento. Esse desconforto constante acontece por alergia ou intolerância alimentar. 

Os dois problemas podem ser difíceis de identificar, pois muitas vezes geram sintomas leves, que se confundem com mal-estar ou outras doenças (de pele, por exemplo).

Portanto, é preciso acompanhar e avaliar cada caso de perto, para conseguir o diagnóstico correto e encontrar uma solução.

Os alimentos que o corpo não tolera são gatilhos para dores de cabeça, vômitos e urticárias constantes, que talvez a pessoa nunca tenha notado”, afirma a nutróloga e endocrinologista Ully Alla.

Quando é alergia?

A alergia alimentar é uma reação do sistema imunológico contra proteínas presentes em determinado alimento. É como se o corpo visse a comida, a reconhecesse como inimiga e partisse para a briga.

As reações mais comuns de um alérgico são urticária, dor de cabeça, manchas avermelhadas, inchaços nos olhos e boca, sintomas nasais, ou diarreia e vômitos imediatos. Quadros graves podem levar até a edema de glote, inchaço que impede a respiração.

A alergia alimentar, segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia, atinge cerca de 5% da população adulta e aproximadamente 8% das crianças. “A tendência ao problema é hereditário, mas o 'gatilho' vem do ambiente no qual a pessoa está exposta, o que ela ingere”, explica Alla. 

Os alimentos que desencadeiam alergias frequentemente são: leite, ovo, soja, trigo, amendoim, castanhas, crustáceos e peixes. Mas o ranking de comidas com maior potencial alergênico pode variar de acordo com os hábitos alimentares de cada local.

No Brasil, por exemplo, kiwi e gergelim também têm apresentado prevalência nas reações alérgicas.

A má notícia: depois que você descobre a alergia provavelmente terá que tirar o alimento do cardápio para sempre. Em casos específicos pode até ser que o quadro se resolva com o tempo, como quando existe alergia na infância ao leite, ao ovo, à soja e ao trigo. Porém, alergia a alimentos como amendoim, castanhas, peixes e frutos do mar são tipicamente persistentes.

O diagnóstico pode ser confirmado por exame de sangue e o tratamento se baseia em evitar os alimentos. É possível incluir o uso de remédios anti-histamínicos ou corticoides. Em casos graves, pode haver orientação da utilização da caneta para autoinjeção de epinefrina.

E quando é intolerância?

A intolerância alimentar acontece quando o organismo tem dificuldade de processar determinado alimento. É como se ele não conseguisse entender que comida é aquela e, ao longo do tempo, se esforce tanto para digeri-la que desgasta a mucosa do intestino, deixando-a sensível.

“Há uma reação decorrente de uma deficiência nas enzimas responsáveis pela digestão, dificultando o processo. Diversos alimentos podem causar quadros de intolerância, como laticínios, cereais, carnes, frutas, ervas, frutas secas, peixes e frutos do mar”, diz Alla.

Existem mais de cem sintomas em curto prazo. Entre os mais comuns estão flatulência, cólicas, inchaço, dor no estômago e diarreia.

É importante saber que os casos de intolerância são mais frequentes do que os quadros alérgicos. Também possuem sintomas com menor intensidade e não imediatos, que aumentam de acordo com a quantidade ingerida do alimento e quanto da enzima essencial para digestão daquela substância o organismo produz.

Para diagnosticar a intolerância é preciso analisar o que você coloca no prato. Como a doença não é perigosa como a alergia, você pode comer algo que suspeita estar causando incômodos e verificar se os sintomas aparecem. Mas também existem exames de sangue que identificam o problema.

O principal tratamento é tirar o alimento da dieta para evitar transtornos. No entanto, não é preciso bani-lo por completo, como em casos alérgicos. Com acompanhamento médico, usando o método de tentativa e erro, é possível descobrir a quantidade que você pode comer sem passar mal.

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